Durante muito tempo, a saúde mental no contexto laboral foi tratada como uma responsabilidade estritamente individual.
No entanto, insistir em resolver falhas da organização do trabalho apenas com soluções individuais é o equivalente a pedir aos trabalhadores que acelerem o ritmo para compensar uma linha de produção mal dimensionada: os prazos até podem ser cumpridos, mas a pressão interna aumenta sem que a falha estrutural seja corrigida.
Enquanto a causa persistir, o esforço individual apenas camufla as suas consequências, transferindo para os trabalhadores o peso de uma responsabilidade que deve ser partilhada.
As organizações desempenham um papel fundamental na promoção do bem-estar psicológico através de uma abordagem preventiva, capaz de identificar e reduzir os riscos psicossociais na sua origem.